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jarim de majorete

Marraquexe, para quem como eu, adora calor, ambientes e tradição

Marraquexe para quem como eu, adora calor, ambientes onde a tradição e a modernidade se cruzam,

experimentar comidas diferentes, estar com outras culturas, Marraquexe é uma resposta a isso tudo.

Estava em casa de amigos a passar o dia, quando uma promoção de um Riad no site da Very Chic me chamou a atenção. Daí a marcar voo no site da E-dreams com a Royal Air Marroc foi o tempo de beber mais uma limonada.

E estava marcada.

Voo, Riad, e previsão de uma semana de visitas a lugares novos, compras no Souk, gastronomia e descanso. Qualquer dia não me reconheço, duas semanas de férias e volto a equilibrar um pouco mais o tempo pessoal, o meu “me time”, que vou descurando quando o trabalho aperta.

No aeroporto já tinha a minha caixa de trabalho fechada, e a caixa das férias expectante com a semana. Lisboa Casablanca.

Quatro horas de espera para a viagem seguinte, e já estou arrependida de não ter trazido comida, ou ter almoçado melhor. Aqui não há grande coisa para comer. No avião para Marraquexe fico pelo yogurte e pela água. Fome…e depois, a parte da passagem na alfandega, morosa.

O táxi espera pacientemente,e finalmente chegamos ao Riad. A minha companhia de viagem é uma das minhas amigas mais antigas, que descobriu que eu ia e resolveu num impulso fazer mais uma semana de férias. Chegamos muito tarde e somos recebidas com chá e bolachas marroquinas.

Já estou encantada.

Cha-marraquexe

O quarto é espaçoso, e dá para as duas camas e as nossas malas enormes, que vão com previsão de regressarem cheias.

No dia seguinte a simpática gerente ajuda nas escolhas de atividades. Marcamos um curso de cozinha marroquina num Riad da Lotus Privilège, onde a explicação da cultura marroquina se mistura com os sabores que experimentamos e com os pratos que aprendemos a cozinhar.

Cerimónia do chá, e começamos a cozinhar seguindo os passos da experiente cozinheira marroquina que faz as refeições que servem no restaurante. Na bancada, sucedem-se a tagine de frango e a de legumes que vão rapidamente para o carvão. Uma salada fresca de tomate e pepino, quase tuga, pão amassado e uma sobremesa folhada em que participo pela metade.

Um almoço copioso que me tira a memória do sala de espera de Casablanca. Sumos, naturais e deliciosos, fáceis de encontrar em todo o lado, como vim a descobrir e consumir nos restantes dias.

No pico do calor estamos de volta ao Riad para uma pausa.

Deitada na cama de pernas para cima esticadas na parede, ar condicionado ligado, planeamos uma ida ao Souk…óleos e cremes de argan, uma mala nova e umas calças marroquinas estão na minha lista. No Souk somos encaminhadas para a Koutoubia Herbal.

Oléos de argan, cremes, sabões, perfumes e desodorizantes naturais, maquilhagem para criar olhos esfumados que não prejudica a pele, e encho um saco de compras. Menos uma tarefa da minha lista. As ruelas cheias de gente nas pequenas lojas, que nos tentam identificar a proveniência, são coloridas e recheadas de frases de países diferentes.

A nós, à resposta do “somos portugueses”, vem a palavra “Ronaldo” e “obrigado” numa intenção de identificação cultural.

No terceiro dia em Marraquexe

marraquexe-em-ferias

No terceiro dia ao percorrermos as imensas ruelas do Souk já estávamos identificadas, e o “portuguesa, ver não paga” para levar a entrar na loja substituiu a referência ao futebol. As mulheres tapadas e muito tapadas, misturam-se com as de jeans e t-shirt e as estrangeiras de calções.

Nós optamos pelas calças compridas largas e a écharpe a cobrir os braços. Com o sol, o meu boné de verão sabe bem cada vez que entramos numa praça fora dos tetos protetores do Souk. O cheiro a peles é forte, e em todo o lado as lojas de carteiras e sapatos, entremeiam com as lojas com roupa e as de candeeiros e bules.

Cada vez que compramos algo maior, oferecem um chá, e quando regressamos à mesma lojinha onde fizemos compras, o chá já vem como entrada de conversa. Muita simpatia, e muita negociação nos preços. Só estou habituada à simpatia, negociar e regatear não me agradam particularmente. Sorte que a minha amiga é barra, e vamos conseguindo uns valores razoáveis.

Nos planos está a vista aos jardins Majorelle. Naoual, a simpática e confiante gerente do Riad empresta a sua mota, e lá vamos estrada fora. A minha companheira de viagem a conduzir e eu de telemóvel com o Google Maps ligado para não nos perdermos. Fora aquela saída em que a fiz virar para o meio das ruas estreitas de lojinhas, até correu bem.

Chegadas aos Jardins, a fila para a bilheteira é fresquinha.

Somos borrifadas com água, e o calor fica mais suportável. Lá dentro uma explosão de cactus, lagos e cor. Atravessamos a pérgula da zona de entrada e estamos na zona do museu bérbere.

Os fatos ricos de ornamentos enchem as pequenas salas. Ao fundo, com o teto escuro iluminado por pequenas luzes, a sala redonda com as joias faz lembrar o céu do deserto.

Ia gostar de ter um teto assim no meu quarto, para poder relaxar antes de adormecer. E no passeio pelos jardins, nos azuis fortes das paredes, enchemo-nos de fotos e silêncios, porque a calma e paz aqui são sugestivas. Volto ao quarto com os olhos cheios do azul majorelle, e a vontade de pintar uma parede em casa.

E percebo que é uma cor que me traz alegria e tranquilidade. Uma cor linda como é Marraquexe.

Já viagaram até Marraquexe? O que acharam?

formação de yoga

Viagem até à formação de Yoga em Rishikesh na India

A minha viagem até à formação de Yoga em Rishikesh na India começou em Zurique,

num final de tarde, depois da formação de Spiraldynamic. Estava sentado a escrevinhar no computador, enquanto a Sónia Abrantes se esticava pelo sofá. E a conversa começou pela minha necessidade de fazer férias e da vontade de viajar sem ser em trabalho. Isto de trabalhar normalmente sete dias em sete, não é o ideal e o cansaço às vezes pesa. Como ando à anos para fazer formação de Yoga, (já tentei marcar com a Ann-See Yeoh), e nunca se proporcionou, juntar as duas coisas pareceu-me o mais natural. Fazer férias, viajar e fazer formação de Yoga.

Caí no site do Yoga Retreats

e a primeira escola que me apareceu foi a World Peace Yoga School. Gostei do que li, gostei do que vi, e enviei email. “estou livre a 1 de dezembro, se tiverem uma formação a começar a 2, inscrevo-me…” e deixei acontecer. Se for para ir, pensei, vai começar um novo curso a 2, e zarpo para mais uma aventura. E assim foi.
Com tanta história sobre a India, sendo mulher a viajar sozinha, sem nunca lá ter ido, e sem referências de pessoas conhecidas, pareceu-me complicado. A minha decisão de fazer férias, viajar e fazer formação de yoga, teve alguns adeptos entre os meus amigos e várias opiniões de preocupação.
viagem à Índia

As histórias sucederem-se entre as maravilhas da India e os cuidados que eu deveria ter durante a minha estadia. A leitura da brochura da escola, que continha conselhos sobre roupa aconselhada, ajudou. Escolhi roupa colorida e bem tapada para a viagem e estadia. Calças, ténis, e muitas camisolas de manga comprida. Escolhi roupa para levar que depois poderia lá deixar, para poder trazer no regresso lenços e mantas locais, lembranças para as prendas de Natal que se ia colar ao meu regresso. O peso máximo de 15kg nas viagens internas, foi o meu controle na escolha. Mala feita, respirar fundo, acreditando que tudo iria correr bem e estava de partida para o aeroporto.

Três voos até ao último aeroporto, e um táxi em viagem durante uma hora para chegar a Lakshman Jhula em Rishikesh.

A previsão de 25h de viagem Lisboa-Munique-Deli-Dehra Dun escalou para 28h devido ao nevoeiro em Nova Deli.  A minha sorte é conseguir dormir em todo o lado. As horas que esperei dentro do avião, passei-as aninhada na minha almofada de viagem. Em Deli antes de sair, troquei dinheiro.
Uma eternidade na fila, e o início do treino de “paciência” local onde tudo o que é dinheiro demora horas. Apanhei a altura em que os bancos obrigaram à troca da moeda antiga pela nova, e tudo ralentou ainda mais. Depois comprei um cartão local da Vodafone para poder fazer chamadas locais e ter acesso em todo o lado à internet. Foi a minha sorte quando o avião chegou tarde, e consegui avisar a escola e pedir para me enviarem um táxi para fazer o final da viagem.

No caminho para a escola,

sucederam-se às paisagens de árvores e vegetação, as vilas apinhadas, coloridas e poeirentas, e o barulho constante de buzinadelas dos veículos para afastarem os peões do caminho. As vacas, misturadas com as motas, os saris coloridos, e os casebres entremeados com prédios baixos e bairros de lata, iniciaram a imersão na cultura local. Em Rishikesh, os macacos acrescentaram-se à paisagem. Pequenos ladrões de comida, com duas raças bem distintas, uma delas mais agressiva, que passei a ter de enxotar ao pequeno almoço para conseguir comer a minha banana do dia.

Com o atraso, cheguei no final da cerimónia de iniciação na escola.

Flores no pescoço, pinta na testa e um sentimento de novidade acompanharam-me até ao pequeno quarto que me albergou a mim e a uma aranha resiliente pendurada na casa de banho, e que só desapareceu no final da minha estadia. O chuveiro era o chão da casa de banho, com a mangueira pendurada ao lado do sanitário. Não tinha instruções para o balde de água com pequeno copo no canto, que pensei servir para banho, em vez do sistema de chuveiro. As havaianas foram muito úteis nesta incursão. E os ténis e meias quentes, ficavam perto da porta de saída, para me aconchegarem mal queria entrar no quarto.
No final do dia, de roupa branca, fomos em excursão até ao Ganges, assistir à cerimónia do pôr do sol. O rio de cor parda, corre suave ao lado do terreiro, e a luz do sol ilumina as duas colinas encrustadas de mosteiros, e de prédios de estilos desconexos.

Os pequenos hotéis, e os pequenos prédios meios por acabar, misturam-se com a mais de uma centena de escolas de Yoga.

Polvilhando a paisagem. Sentada no chão, grata pela oportunidade de mais uma experiência, respirei a paz que soava nos cânticos, e nas chamas alimentadas pelo circulo de pessoas perto do seu núcleo. O caminho de volta, no escuro, deixou para trás Lisboa, e em menos de 48h, já nem pensava no que me alimentava os pensamentos em Portugal. O trabalho e o stress ficou bem lá para trás. A minha aventura de fazer férias, viajar e fazer formação de yoga estava a começar.
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Entrevista para a Rádio Marginal no programa “Mulheres” de Sandra Pimenta e Maria João Simões 2017

Uma rádio que oiço frequentemente, e uma interlocutora divertida, interessada pela vida e pelo mundo, de quem gosto muito e que foi tão bom rever. O passado mais longínquo da minha vida como atriz mesclou com o como cheguei ao Método Pilates e este se tornou a minha vida. Mais uma conversa de amigas, em que os assuntos se sucederam e misturaram, casual e descontraída.

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Pilates Institute Suisse – Fits Pro

5h e o despertador toca. Depois de fazer a mala até às 2h da manhã e tentar acabar de descarregar um vídeo que acabou por não abrir, as 3h horas de sono sabem a menos que pouco. Café para acordar antes de tudo. Muito café, e depois a azáfama do costume. Rever a minha lista mental do que tenho para levar, e arrancar para casa da Sónia Abrantes com quem viajo hoje para irmos até ao aeroporto

atletas-pilates Neçson evora

Novo escritório em Belas – do mar para o campo 2010

De São Pedro do Estoril para Belas. Caixas, caixinhas e material para arrumar, agrupar, distribuir. A Cris e a Sandra sempre incansáveis transformaram o nosso novo espaço amplo num agradável escritório com sala de reuniões e avaliações, zona de trabalho e recepção de quem nos visita. Até agora, a zona favorita é o exterior, e no Verão acho que vai ser mesmo a parte da piscina.

Conferência da EHFA em Bruxelas 2010

Hotel Ibis perto do aeroporto no meio de nenhures. Autocarro até à cidade, ida e volta entre as pequenas localidades, cheias de pequenas mercearias com fruta que me apetece comprar, e de mulheres de lenço a tapar a cabeça que parecem superar em número as mulheres belgas. Até aqui, tudo normal, subúrbios sem especial graça, só pincelados com a cor da fruta.

A preparar sessões para a convenção de Lausanne 2008

Há que dizê-lo muitas vezes, para ver se o São Pedro nos ouve, e o tempo bom pega… É que nem o facto de estarmos em São Pedro… do Estoril chega para cunha. Por aqui vejo o sol da janela do estúdio, e à noite no regresso a casa, a lua, gorda, espelha o mar e dá vontade de pisar a areia. Não fora o vento e saía daqui directa para a praia.