Convencao-Inhalexale-2017

Convenção Inhalexale 2017 – Pilates Institute Suisse

Convenção Inhalexale no Pilates Institute Suisse

Divonne-les-Bains

É quinta-feira e estamos instaladas no hotel, em terra francesa. Depois de umas horas de aeroporto, uma viagem de Lisboa a Genebra, uma passagem pela Fits Pro para cumprimentar a equipa e apanhar o carro, um almoço por Chavannes-de-Bogis com direito a passagem por algumas lojas para umas compras de última hora, o hotel vem mesmo a calhar. Respirar fundo e preparar tudo para as avaliações amanhã e para a Convenção Inhalexale que se avizinha.
A Sónia Abrantes atira-se para o sofá e recusa-se a sair para jantar. Cama antes das 21h para recuperar a exaustão das longas semanas, e de um ano ainda sem direito a férias. Eu aproveito para ir jantar fora e dar dois dedos de conversa com um colega local. Nada melhor para conhecer cada vez melhor o nosso meio de trabalho noutro país do que falar com quem lá vive. Tartare de saumon com legumes, um copo de um vinho local, duas horas de cavaqueira e descontração e parece que estive uns dias de férias.

Mies.

Sexta-feira o despertador toca cedo, e vamos para as avaliações do grupo que acabou de fazer a formação completa de Matwork com o Pilates Institute Suisse onde somos formadoras. Para quem acha que só quem faz as avaliações é que está preocupado, desengane-se. Queremos tanto que os instrutores que fizeram formação tenham sucesso e façam uma boa prestação, como eles. Passamos dias a dar formação, ensinamos com 500% de empenho e agora vamos ver o que conseguiram depois sozinhos, com estudo e prática individual. Um pacote de chocolates David, prenda do grupo, ajuda durante as avaliações. Chocolate com recheio de mel faz subir esta marca para o topo das minhas favoritas. Mham. Depois de uma semana a esquecer-me das horas de comer, a saltar refeições no meio da azáfama de preparação, poder voltar a ter prazer em comer sabe bem. Coisas simples da vida…melhor ainda quando são assim, deliciosas.

Neydens.

Avaliações passadas, estamos de carro com a Annalisa a caminho do aeroporto para apanhar a Monica Straub, que vai dar sessões de Spiraldynamik. Uma festa a viagem de carro, entre as novidades desde a última vez que nos vimos, e a perspetiva da Convenção no Vitam Park. Mais um hotel, e desta vez tiro e penduro roupa fora da mala, coloco os meus sapatos e ténis alinhados no armário e largo tudo o que é de toilette no meu lado do balcão. Visita ao local da convenção para explicar tudo à Monica e espreitar os últimos preparativos. A equipa da Fits Pro tem tudo bem organizado, e agora só falta esperar o dia de amanhã. De volta ao quarto, faço mais uma cópia de músicas para o meu ipod para o caso de poder fazer uma brincadeira com ritmo na minha sessão de Pilates by the Book.
Jantar no restaurante local e a Isabelle Gall faz-nos comer o mil-folhas de sobremesa. “Se eu experimentei os pastéis de nata em Lisboa convosco, vão ter de experimentar o mil folhas comigo…” uma maçada…trabalheira mesmo.

Sábado

O dia está cheio de sessões. As que vou dar, as que vou traduzir, e no pouco tempo que sobra, as que vou ver.
A Sónia Abrantes é um sucesso nas sessões de treino personalizado, e um workshop para 2018 fica logo agendado. David Cretin da equipa Fits destaca-se nas suas primeiras sessões nesta convenção. Elizabeth Larkam fala de fascias e Pilates, e leva o seu humor subtil que espalha no meio de um discurso propositadamente monocórdico, a quem percebeu as piadas. Ann McMillan, que vai dar uma formação depois da convenção de Equipamentos arranca com o Classic Mat revisité. Eva Winskill é a única que só chega ao final do dia para as suas sessões de Garuda Matwork no domingo. É um cheirinho da formação que irá dar na Fits em breve, e cujas primeiras datas já se encontram esgotadas.
Sylvain Baert, psicólogo, começa o meu dia com uma sessão sobre Coaching Mental. Uma hora para relaxar antes da sessão do Gabor, que vou traduzir, e que já conheço à imensos anos. Com ele passo o tempo interessada e a rir,  todas as suas sessões trazem nova informação e são muito divertidas. Gabor desenvolveu um método espetacular de avaliação e de melhoria rápida de performance: BRIS or Body Re-Integration System. A formação deve acontecer em 2018 na Fits e mal tenho oportunidade ofereço-me para fazer a tradução. Muito interessante para acrescentar ao que já faço.
Depois tenho a minha sessão de Step Up your Mat. Todos os anos trago coisas novas, e esta 11 edição da convenção em que participo desde a sua génese, não é exceção. Música calma e várias opções adaptadas ao Step, tiradas do treino com Equipamentos. Para quem trabalha em ambiente de ginásio é uma oportunidade de acrescentar repertório e mais opções, facilitando o treino a alguns alunos, acrescentando desafio a outros. Depois, na sessão de Pilates by the Book, as músicas que preparei ontem fazem sentido usar, e ponho o meu pequeno grupo que almoçou mais cedo para vir à sessão, a fazer movimentos que achavam impossíveis entre a digestão das saladas, e as dores lombares e articulares que algumas acusavam. Após uma breve pausa estou de volta a mais uma sessão com o Sylvian, depois à tradução, e estou pronta para a minha última sessão do dia sobre Relaxamento e Meditação, e como integrar conceitos em sessões do Método Pilates. A Sónia Abrantes fica comigo toda a sessão para ajudar num exercício,  e o ambiente da sala muda quando começo a indução. Na sala, alguns vivenciam alterações e têm insights ao longo das técnicas. Há quem consiga ultrapassar tensões acumuladas, quem encontre uma nova forma de relacionar consigo, com as suas emoções e o seu corpo. Quase no final da sessão sinto a mesma vibração que sentia na sala de meditação da minha formação na India, e o meu corpo volta a mexer sozinho sem eu intencionalmente o fazer. Para mim, é cada vez mais um novo caminho, esta área que desenvolvo e que me é a cada momento mais uma segunda pele. E no corpo de quem esteve presente sinto a sintonia com o que faço e oiço feed back que me confirma mais uma vez que estou a mudar e a ganhar novas competências de ajudar quem me rodeia. Funcionando como ponte e porta para os outros que nelas possam sozinhos encontrar novos caminhos.
Jardim-Majorele

Marraquexe, para quem como eu, adora calor, ambientes e tradição

Marraquexe para quem como eu, adora calor, ambientes onde a tradição e a modernidade se cruzam,

experimentar comidas diferentes, estar com outras culturas, Marraquexe é uma resposta a isso tudo.

Estava em casa de amigos a passar o dia, quando uma promoção de um Riad no site da Very Chic me chamou a atenção. Daí a marcar voo no site da E-dreams com a Royal Air Marroc foi o tempo de beber mais uma limonada.

E estava marcada.

Voo, Riad, e previsão de uma semana de visitas a lugares novos, compras no Souk, gastronomia e descanso. Qualquer dia não me reconheço, duas semanas de férias e volto a equilibrar um pouco mais o tempo pessoal, o meu “me time”, que vou descurando quando o trabalho aperta.

No aeroporto já tinha a minha caixa de trabalho fechada, e a caixa das férias expectante com a semana. Lisboa Casablanca.

Quatro horas de espera para a viagem seguinte, e já estou arrependida de não ter trazido comida, ou ter almoçado melhor. Aqui não há grande coisa para comer. No avião para Marraquexe fico pelo yogurte e pela água. Fome…e depois, a parte da passagem na alfandega, morosa.

O táxi espera pacientemente,e finalmente chegamos ao Riad. A minha companhia de viagem é uma das minhas amigas mais antigas, que descobriu que eu ia e resolveu num impulso fazer mais uma semana de férias. Chegamos muito tarde e somos recebidas com chá e bolachas marroquinas.

Já estou encantada.

Cha-marraquexe

O quarto é espaçoso, e dá para as duas camas e as nossas malas enormes, que vão com previsão de regressarem cheias.

No dia seguinte a simpática gerente ajuda nas escolhas de atividades. Marcamos um curso de cozinha marroquina num Riad da Lotus Privilège, onde a explicação da cultura marroquina se mistura com os sabores que experimentamos e com os pratos que aprendemos a cozinhar.

Cerimónia do chá, e começamos a cozinhar seguindo os passos da experiente cozinheira marroquina que faz as refeições que servem no restaurante. Na bancada, sucedem-se a tagine de frango e a de legumes que vão rapidamente para o carvão. Uma salada fresca de tomate e pepino, quase tuga, pão amassado e uma sobremesa folhada em que participo pela metade.

Um almoço copioso que me tira a memória do sala de espera de Casablanca. Sumos, naturais e deliciosos, fáceis de encontrar em todo o lado, como vim a descobrir e consumir nos restantes dias.

No pico do calor estamos de volta ao Riad para uma pausa.

Deitada na cama de pernas para cima esticadas na parede, ar condicionado ligado, planeamos uma ida ao Souk…óleos e cremes de argan, uma mala nova e umas calças marroquinas estão na minha lista. No Souk somos encaminhadas para a Koutoubia Herbal.

Oléos de argan, cremes, sabões, perfumes e desodorizantes naturais, maquilhagem para criar olhos esfumados que não prejudica a pele, e encho um saco de compras. Menos uma tarefa da minha lista. As ruelas cheias de gente nas pequenas lojas, que nos tentam identificar a proveniência, são coloridas e recheadas de frases de países diferentes.

A nós, à resposta do “somos portugueses”, vem a palavra “Ronaldo” e “obrigado” numa intenção de identificação cultural.

No terceiro dia em Marraquexe

marraquexe-em-ferias

No terceiro dia ao percorrermos as imensas ruelas do Souk já estávamos identificadas, e o “portuguesa, ver não paga” para levar a entrar na loja substituiu a referência ao futebol. As mulheres tapadas e muito tapadas, misturam-se com as de jeans e t-shirt e as estrangeiras de calções.

Nós optamos pelas calças compridas largas e a écharpe a cobrir os braços. Com o sol, o meu boné de verão sabe bem cada vez que entramos numa praça fora dos tetos protetores do Souk. O cheiro a peles é forte, e em todo o lado as lojas de carteiras e sapatos, entremeiam com as lojas com roupa e as de candeeiros e bules.

Cada vez que compramos algo maior, oferecem um chá, e quando regressamos à mesma lojinha onde fizemos compras, o chá já vem como entrada de conversa. Muita simpatia, e muita negociação nos preços. Só estou habituada à simpatia, negociar e regatear não me agradam particularmente. Sorte que a minha amiga é barra, e vamos conseguindo uns valores razoáveis.

Nos planos está a vista aos jardins Majorelle. Naoual, a simpática e confiante gerente do Riad empresta a sua mota, e lá vamos estrada fora. A minha companheira de viagem a conduzir e eu de telemóvel com o Google Maps ligado para não nos perdermos. Fora aquela saída em que a fiz virar para o meio das ruas estreitas de lojinhas, até correu bem.

Chegadas aos Jardins, a fila para a bilheteira é fresquinha.

Somos borrifadas com água, e o calor fica mais suportável. Lá dentro uma explosão de cactus, lagos e cor. Atravessamos a pérgula da zona de entrada e estamos na zona do museu bérbere.

Os fatos ricos de ornamentos enchem as pequenas salas. Ao fundo, com o teto escuro iluminado por pequenas luzes, a sala redonda com as joias faz lembrar o céu do deserto.

Ia gostar de ter um teto assim no meu quarto, para poder relaxar antes de adormecer. E no passeio pelos jardins, nos azuis fortes das paredes, enchemo-nos de fotos e silêncios, porque a calma e paz aqui são sugestivas. Volto ao quarto com os olhos cheios do azul majorelle, e a vontade de pintar uma parede em casa.

E percebo que é uma cor que me traz alegria e tranquilidade. Uma cor linda como é Marraquexe.

Já viagaram até Marraquexe? O que acharam?

formação de yoga

Viagem até à formação de Yoga em Rishikesh na India

A minha viagem até à formação de Yoga em Rishikesh na India começou em Zurique,

num final de tarde, depois da formação de Spiraldynamic. Estava sentado a escrevinhar no computador, enquanto a Sónia Abrantes se esticava pelo sofá. E a conversa começou pela minha necessidade de fazer férias e da vontade de viajar sem ser em trabalho. Isto de trabalhar normalmente sete dias em sete, não é o ideal e o cansaço às vezes pesa. Como ando à anos para fazer formação de Yoga, (já tentei marcar com a Ann-See Yeoh), e nunca se proporcionou, juntar as duas coisas pareceu-me o mais natural. Fazer férias, viajar e fazer formação de Yoga.

Caí no site do Yoga Retreats

e a primeira escola que me apareceu foi a World Peace Yoga School. Gostei do que li, gostei do que vi, e enviei email. “estou livre a 1 de dezembro, se tiverem uma formação a começar a 2, inscrevo-me…” e deixei acontecer. Se for para ir, pensei, vai começar um novo curso a 2, e zarpo para mais uma aventura. E assim foi.
Com tanta história sobre a India, sendo mulher a viajar sozinha, sem nunca lá ter ido, e sem referências de pessoas conhecidas, pareceu-me complicado. A minha decisão de fazer férias, viajar e fazer formação de yoga, teve alguns adeptos entre os meus amigos e várias opiniões de preocupação.
viagem à Índia

As histórias sucederem-se entre as maravilhas da India e os cuidados que eu deveria ter durante a minha estadia. A leitura da brochura da escola, que continha conselhos sobre roupa aconselhada, ajudou. Escolhi roupa colorida e bem tapada para a viagem e estadia. Calças, ténis, e muitas camisolas de manga comprida. Escolhi roupa para levar que depois poderia lá deixar, para poder trazer no regresso lenços e mantas locais, lembranças para as prendas de Natal que se ia colar ao meu regresso. O peso máximo de 15kg nas viagens internas, foi o meu controle na escolha. Mala feita, respirar fundo, acreditando que tudo iria correr bem e estava de partida para o aeroporto.

Três voos até ao último aeroporto, e um táxi em viagem durante uma hora para chegar a Lakshman Jhula em Rishikesh.

A previsão de 25h de viagem Lisboa-Munique-Deli-Dehra Dun escalou para 28h devido ao nevoeiro em Nova Deli.  A minha sorte é conseguir dormir em todo o lado. As horas que esperei dentro do avião, passei-as aninhada na minha almofada de viagem. Em Deli antes de sair, troquei dinheiro.
Uma eternidade na fila, e o início do treino de “paciência” local onde tudo o que é dinheiro demora horas. Apanhei a altura em que os bancos obrigaram à troca da moeda antiga pela nova, e tudo ralentou ainda mais. Depois comprei um cartão local da Vodafone para poder fazer chamadas locais e ter acesso em todo o lado à internet. Foi a minha sorte quando o avião chegou tarde, e consegui avisar a escola e pedir para me enviarem um táxi para fazer o final da viagem.

No caminho para a escola,

sucederam-se às paisagens de árvores e vegetação, as vilas apinhadas, coloridas e poeirentas, e o barulho constante de buzinadelas dos veículos para afastarem os peões do caminho. As vacas, misturadas com as motas, os saris coloridos, e os casebres entremeados com prédios baixos e bairros de lata, iniciaram a imersão na cultura local. Em Rishikesh, os macacos acrescentaram-se à paisagem. Pequenos ladrões de comida, com duas raças bem distintas, uma delas mais agressiva, que passei a ter de enxotar ao pequeno almoço para conseguir comer a minha banana do dia.

Com o atraso, cheguei no final da cerimónia de iniciação na escola.

Flores no pescoço, pinta na testa e um sentimento de novidade acompanharam-me até ao pequeno quarto que me albergou a mim e a uma aranha resiliente pendurada na casa de banho, e que só desapareceu no final da minha estadia. O chuveiro era o chão da casa de banho, com a mangueira pendurada ao lado do sanitário. Não tinha instruções para o balde de água com pequeno copo no canto, que pensei servir para banho, em vez do sistema de chuveiro. As havaianas foram muito úteis nesta incursão. E os ténis e meias quentes, ficavam perto da porta de saída, para me aconchegarem mal queria entrar no quarto.
No final do dia, de roupa branca, fomos em excursão até ao Ganges, assistir à cerimónia do pôr do sol. O rio de cor parda, corre suave ao lado do terreiro, e a luz do sol ilumina as duas colinas encrustadas de mosteiros, e de prédios de estilos desconexos.

Os pequenos hotéis, e os pequenos prédios meios por acabar, misturam-se com a mais de uma centena de escolas de Yoga.

Polvilhando a paisagem. Sentada no chão, grata pela oportunidade de mais uma experiência, respirei a paz que soava nos cânticos, e nas chamas alimentadas pelo circulo de pessoas perto do seu núcleo. O caminho de volta, no escuro, deixou para trás Lisboa, e em menos de 48h, já nem pensava no que me alimentava os pensamentos em Portugal. O trabalho e o stress ficou bem lá para trás. A minha aventura de fazer férias, viajar e fazer formação de yoga estava a começar.
Pilates-Institute-Suisse

Pilates Institute Suisse – Fits Pro

5h e o despertador toca. Depois de fazer a mala até às 2h da manhã e tentar acabar de descarregar um vídeo que acabou por não abrir, as 3h horas de sono sabem a menos que pouco. Café para acordar antes de tudo. Muito café, e depois a azáfama do costume. Rever a minha lista mental do que tenho para levar, e arrancar para casa da Sónia Abrantes com quem viajo hoje para irmos até ao aeroporto

Conferência da EHFA em Bruxelas 2010

Hotel Ibis perto do aeroporto no meio de nenhures. Autocarro até à cidade, ida e volta entre as pequenas localidades, cheias de pequenas mercearias com fruta que me apetece comprar, e de mulheres de lenço a tapar a cabeça que parecem superar em número as mulheres belgas. Até aqui, tudo normal, subúrbios sem especial graça, só pincelados com a cor da fruta.

Pilates em budapeste

Convenção Pilates Institute Hungria 2008

A convenção organizada pelo Fuzy Gabor em Budapeste, incluiu um dia intenso de trabalho e um dia de lazer, com direito a visita guiada pela cidade.

A convenção, na Faculdade local de Educação Fisica, foi realizada nos pavilhões do campus universitário, entre os colchões do salto em altura, balizas, cordas, num ambiente fervilhante, com gente vinda de todo o país e dos países vizinhos. Dei as minhas três sessões, uma delas com um excerto no youtube (cortezia do Orlando Lopac da Eslovénia…